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Último matriarcado do planeta é descrito em detalhes no livro de Ricardo Coler

Versão digital da obra amplia as possibilidades de propagação das informações sobre este patrimônio cultural da humanidade

 

Vive na China, mais precisamente na região do Lago Lugu, o povo Mosuo, o último matriarcado do planeta. Na sociedade matriarcal as mulheres estão no comando e o exercício indiscutível desse poder imprime aos costumes características particulares. Este é o resumo da realidade com a qual o autor Ricardo Coler teve a oportunidade de conviver e posteriormente registrar em seu livro “O Reino das Mulheres”.

Coler é Argentino e passou muitos dias vivendo entre o povo Mosuo. Pôde conhecer seus costumes, conversar com os moradores e registrar as diferenças culturais marcantes entre o sistema patriarcal e o matriarcal, assim como seus impactos na educação e na subsistência do grupo. O livro retrata em detalhes o que acontece com os papéis femininos e masculinos dentro de uma sociedade matriarcal. Também descreve a formação familiar, o trabalho, o amor, o comportamento sexual e a política.

Segundo relatos de Coler, a cultura matriarcal revela comportamentos e resultados culturais muito diferentes dos quais estamos acostumados. Uma característica impressionante é a falta de agressividade. “Em uma sociedade liderada por mulheres não há brigas, nem dentro nem fora de casa. Outra característica forte é o trabalho social. As pessoas se ocupam de cuidar das pessoas”, reforça Coler.

Também chama a atenção o fato de que não há a necessidade de haver casamentos. “Quando as mulheres mandam, o casamento não existe”, destaca. “A família está formada pela matriarca, suas irmãs e irmãos, seus filhos e filhas e também pelos filhos das mulheres da família. Não há a figura paterna, nem a do marido. Todos os filhos homens, moram com as suas mães e são as mulheres que decidem se querem ou não passar a noite com alguém, e com quem”, descreveu Coler. Esta condição dá a mulher a responsabilidade sobre a condução do grupo e sobre a criação dos filhos, mas também lhe confere o lugar de liderança na família. “Quando se apaixonam, passam mais tempo juntos, mas não para constituir família ou para ter um projeto. Ficam juntos apenas porque se gostam e quando o amor acaba, a relação também acaba”, frisou Coler destacando a naturalidade com que estes laços são formados ou desfeitos.

São muito pequenos os resquícios de sociedades matriarcais que ainda perduram sobre a Terra. Além dos Mosuos, Coler cita algumas culturas que também preservaram traços matriarcais, mas que infelizmente estão praticamente extintos. São eles: os Nagovisis da ilha de Bouganville em frente a Papua Nova Guiné, ao norte da Austrália; os Minangkabau, que vivem no oeste de Sumatra, na Indonésia; e os Khasis, que habitam o nordeste da Índia, no estado de Meghalaya, um braço do país cercado por Paquistão, Butão e Birmânia. Os Mosuos são os mais numerosos e conseguiram manter os costumes, apesar do contato com outras culturas e com o turismo local.

 

O livro “O Reino das Mulheres” está disponível também na versão digital. Basta acessar o site https://reinodasmulheres.com.br/livro

Texto: Assessoria de imprensa DeROSE Method – Fabiula Blum

 

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