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Fim do ano e conclusão de metas

Por instrutora Priscila Delabetha

O ano está acabando! E esse sentimento de renovação, de novas oportunidades e fim de ciclos pode vir acompanhado de um questionamento importante: “eu consegui fazer tudo o que eu queria ter feito esse ano?”

É muito comum que tenhamos a impressão de que o tempo passou rápido demais – e que talvez a nossa lista de coisas a fazer não tenha sido cumprida.

Mas por que isso sempre acontece? E ainda, o que você pode fazer para se sentir pronto para encerrar esse ciclo e começar outro com muito mais energia?

Essa percepção é completamente normal!

Existem 3 pontos que eu considero os principais sobre essa sensação e as nossas realizações:

O primeiro ponto é que é perfeitamente normal ter a impressão de que o ano passou rápido demais e que não fizemos tudo o que gostaríamos. Afinal, “tudo” o que gostaríamos provavelmente só cabe na nossa imaginação. E se não listarmos todas essas coisas, pode ser que seja só impressão mesmo!

Quer saber como? É muito simples:

A nossa cabeça não para (e que bom!). Mas no tempo em que a deixamos divagar livre, ela vai criar uma série de situações possíveis (ainda que remotas), boas ou ruins.

As dificuldades surgem quando deixamos ela divagar e sequer percebemos, ou ainda, quando acreditamos em tudo aquilo que imaginamos. Isso porque, ao não definirmos se o que estamos pensando é uma meta ou somente uma possibilidade, podemos acabar por ter a impressão de que poderíamos ter feito, mas não conseguimos realizar algo!

Então, se você pensar em algo e decidir que quer muito isso, coloque no papel! Ao observar, você vai perceber que não há tantas coisas faltando na sua lista de “coisas para fazer” até o fim do ano.

O segundo ponto, é que nosso cérebro tem uma função muito poderosa que serve para otimizar o nosso desempenho: “automatizar”. É o que acontece quando ele percebe que uma determinada tarefa vem sendo executada muitas vezes, ele vai aprendendo a fazer ela sozinho, para que você não precise ficar totalmente atento ao que faz e possa pensar (ou até fazer) outras coisas enquanto a tarefa repetitiva é executada.

Lembra de quando você aprendeu a dirigir? Parecia que toda a sua concentração devia estar ali, mas depois de algum tempo fazendo isso, você consegue dirigir enquanto pensa em outras coisas – e até canta ao mesmo tempo!

Essa função de automatizar suas tarefas é positiva, mas também contribui para que tenhamos a impressão de que o dia (e até o ano) acabou rápido demais para tudo o que tínhamos planejado. Tudo isso porque passamos grande parte do tempo no “piloto automático”, muitas vezes sem sequer lembrar quais eram mesmo as nossas metas!

E o terceiro ponto, é que se você não definiu exatamente quais são as coisas que você deseja conquistar ou concluir neste ano, a sensação de que você não saiu do lugar vai parecer bem real! Por quê? Porque mesmo que você tenha feito coisas super legais – e tenha tido momentos maravilhosos (e eu sei que teve)-, você não registra aquilo para o qual não está atento!

Se você passar duas horas no trânsito, é bem provável que no fim da viagem não saiba dizer quantos carros azuis passaram por você, mas se alguém lhe disser que perguntará isso ao fim da viagem, as chances de perceber quando encontrar carros dessa cor será muito maior! Porque você está atento, e registrando isso!

Como encerrar um ciclo com sucesso

Então vou deixar algumas dicas para que nesse fim de ano você se sinta pronto para encerrar um ciclo, e para que tenha certeza de estar realizando mais no ano seguinte:

  • Trabalhe com presença! Isso mesmo! Treine prestar atenção no momento presente (mindfulness), faça disso um exercício, mesmo que para isso, tenha que definir um alarme que o faça lembrar dessa tarefa ao longo do seu dia. Exercícios de concentração e meditação ajudam muito a perceber quando estamos deixando o cérebro divagar e nos controlar e quando estamos usando essa ferramenta maravilhosa a nosso favor! A meditação ajuda a nos deixar mais focados e a chance de cairmos no modo piloto automático sem perceber é muito menor;
  • Trace suas metas com clareza! Essa dica é bem clichê, mas é importante e vital saber para onde você quer ir. Definir objetivos de curto, médio e longo prazo é algo muito simples, mas que fará você enxergar sempre que uma oportunidade surgir! Se você andar por aí desatento, sem saber para onde quer ir, pode ser que uma porta importante se abra, e você nem sequer perceba;
  • Então vamos lá, defina o que você quer e deixe isso em um lugar visível! Você precisa lembrar todos os dias qual é a sua meta. Mas não basta isso, é preciso um por quê!

Por exemplo: Você quer _______. (pode preencher com dinheiro, viajar pelo mundo, trabalho voluntário, qualquer coisa boa).

Agora responda: Você quer para quê? O que você vai fazer com isso? Porque isso importa para você? De quais formas pode conseguí-lo?

Sem motivo, não há motivação (motivo para ação), entende?

Definindo o que você quer com clareza, sendo um observador atento do que está acontecendo aí na sua cabeça e trabalhando para estar mais presente, você está pronto para encerrar um ano cheio de realizações e começar um novo ano com muitas oportunidades para aproveitar!

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