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Evite conflitos e seja mais feliz

Evite conflitos e seja mais feliz

Por instrutora Priscila Delabetha

Você já deve estar se perguntando: “Mas, por que eu deveria evitar os conflitos?”

Para começar, é fato que todos queremos viver uma vida descomplicada.

Todos queremos que o dia corra sem que tenhamos que lidar com desconfortos ou desavenças. Sem situações que nos deixem nervosos, alarmados ou situações que gerem stress desnecessário.

E se tem algo que pode nos desestabilizar emocionalmente, que tem potencial para arruinar relacionamentos e até mesmo negócios, é a nossa não resistência a conflitos.

Racionalmente, nós não queremos brigar, mas infelizmente temos uma enorme facilidade de entrar em ou de gerar conflitos. Facilidade para sermos combativos e de repente estarmos em meio a uma discussão acalorada ou até mesmo uma briga feia!

Mas afinal, porque é que nos metemos nessa? Porque em alguns momentos nos esquecemos de que queremos viver de forma tranquila?

São várias as situações em que isso acontece:

  • Quando alguém não nos trata da forma como achamos que deveria, ou da forma como trataríamos as outras pessoas;
  • Quando alguém nos xinga no trânsito, quando furam a fila do banco ou até mesmo quando vemos alguém cometer alguma injustiça com outrem;
  • Quando uma pessoa faz algo “errado”, ou mesmo quando alguém a quem temos apreço não está sendo bom para si mesmo.

Somos sensíveis demais em determinadas situações, e em momentos como esses, esquecemos que o que nós queremos é paz e substituímos essa vontade, pelo desejo de “falar algumas verdades”, de fazer justiça, de ensinar boas maneiras.

Estamos condicionados a reagir, mas temos a opção de evitar o conflitos, sempre!

São anos de condicionamentos e inputs nos dizendo que devemos reagir, nos defender, nos afirmar.

Passamos a infância e a vida adulta vendo que a parte legal de um filme é quando o protagonista fala as verdades e sai de cena causando impacto, não é?

As pessoas gostam, é da parte de novela em que acontece a reviravolta e o mocinho vira o jogo fazendo justiça com os vilões.

Mas a razão desse artigo é ajudar você a evitar conflitos, a chegar no fim do seu dia com saldo positivo nas suas relações, satisfeito com a forma que lidou com situações adversas do seu dia.

Vamos ser práticos, e criar alguns gatilhos que nos ajudem a lembrar que não precisamos de conflitos para ajudar, resolver, ou mesmo acrescentar algo na vida de alguém.

Como evitar conflitos – passos práticos:

1 – Lembre-se que vivemos em realidades diferentes

Já sabemos que as pessoas têm histórias diferentes, diferentes acontecimentos moldaram nosso sistema de crenças e valores e não há como impor a nossa verdade as outras pessoas.

Então, quando alguém age de uma forma que não nos parece correta, ou de uma forma que nós jamais agiríamos, vale lembrar que se você tivesse tido a mesma história dessa pessoa, com o mesmo ponto de partida. Vocês seria igual a ela. Sim, você seria igualzinho.

2 – Quando alguém te “ofender”, isso não está em você

E por ofender eu quero dizer quando alguém te xingar no trânsito, alguém falar que seu trabalho não foi bem feito, criticarem sua aparência ou simplesmente for grosseiro e isso te tirar do sério.

Tudo isso pode ser feito por alguém próximo que não pensa no que diz, ou ainda por alguém que só tenha por objetivo agredir ou pode ser só falta de tato.

A questão aqui é que: O que essa pessoa disser, está nela e não em você!

E não estou dizendo que as pessoas podem falar o que quiserem. Não, não podem. É fato que quando alguém o agride moralmente ou é preconceituoso, por exemplo. Essa pessoa deve ser responsabilizada por isso.

O fato aqui é qual o efeito que isso vai gerar em você? Estamos falando sob a óptica da sua saúde mental, e de como isso vai te afetar.

Alguém que fala algo ruim de você ou para você. Está falando e fazendo algo ruim, isso diz muito sobre essa pessoa. Mas não diz sobre você.

É claro que é mais fácil falar, do que sentir.

Mas tente, na próxima vez em que alguém te “ofender”, pensar que se alguém é mal educado com você, essa pessoa está sendo mal educada. Ela é quem provavelmente está sofrendo, e isso está apenas transbordando até você.

3 – Você não é o mocinho. Eu sei que isso pode parecer negativo, mas é algo importante de se lembrar

Nos sentirmos vítimas ou termos a certeza de que somos bonzinhos pode nos tornar muito perigosos.

E sabe o que é ainda mais curioso? Nós sempre achamos que somos os mocinhos nas histórias que vivemos! Sim, porque já que somos os protagonistas, e os protagonistas sempre são mocinhos, na nossa cabeça nós só podemos ser os bonzinhos!

E se somos os bonzinhos, tudo o que fizermos ou dissermos é justificável, porque é coisa de bonzinho.

Pesquisas já mostraram que pessoas tóxicas tem tendência a pensar que são vítimas da situação.

Então, manter a atenção para o fato de que podemos ser bons e maus, estar certos e errados várias vezes de formas diferentes nos ajuda a não entrar em uma briga por justiça, para provar algo, ou simplesmente por estar de “sangue quente”.

Lembrar dessas três dicas, já pode nos blindar diante de situações em que geralmente entraríamos de cabeça quente em uma discussão.

Existem vários outros motivos que podem nos fazer entrar em um conflito com alguém, acabar em uma discussão e nos fazer falar algo que não nos orgulhamos de ter dito.

Isso não faz de nós monstros, não deve nos deixar sentindo culpados e errados, só o fato de notarmos que poderia ter sido melhor já mostra que estamos tentando melhorar.

Afinal, somos sempre só humanos em aprimoramento.

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