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CRIATIVIDADE: volta para a essência do pensamento

Lembra de quando você era pequeno e tudo – exatamente todo – aflorava de sua imaginação? Lembra das tramas mentais, dos dramas infindáveis, das ações e ficções criadas em segundos, relatadas muitas vezes em voz alta, quando, com um objeto qualquer na mão, transformava a imaginação em movimento, som, cor… em vida?

E você lembra de quando deixou de ser assim, criativo e livre para criar?
Pois é… deve ter sido muito cedo. Pode ter sido no momento em que não pode mais desenhar nas paredes, não pode pintar o rosto com tinta guache, não pode colar recortes de revista no caderno de matemática. Deve ter sido quando começamos a sermos engessados nos padrões e regras sociais, quando começamos a temer o julgamento alheio e passamos, assim, a pensar e agir de forma a não fugir dos moldes que nos eram solicitados ou impostos.
Raymond Chandler diz que “quanto mais você racionaliza, menos você cria”.
Fato. E nós somos ensinados exatamente a isso: a racionalizar.
São raros os núcleos familiares e instituições de ensino que trabalham em seu currículo o desenvolvimento humano, a criatividade, o propósito de vida.
A partir do momento que você passa a ter medo do que falarão, do que lhe ocorrerá se sair da caixinha, ou se não seguir os ritos e regras, você estabelece um hiato entre criação e pura repetição para se adequar ao que é ditado pela sociedade e cultura vigentes.
Se pensarmos que todos nascemos com capacidade criativa intacta e que os processos criativos são encaixotados ou padronizados ao longo da vida, consequentemente podemos dizer que a criatividade pode ser restabelecida e reprogramada na mente humana. Em outras palavras, você pode, de forma consciente, estabelecer novas sinapses neuronais, desenvolvendo sua mente criativa.

Mas como fazer isso???
Como parte do organismo humano, sua mente precisa de estímulos e exercícios para desenvolver-se.
Primeiro, entenda que a criatividade não está ligada somente aos hobbies, à arte, à música, ao lazer: ela é intrínseca às ações, pensamentos e atitudes.
Quer um exemplo? Quando você está num projeto profissional e surge uma ideia muito legal – não planejada – e você a coloca imediatamente em ação, mesmo que esteja fora do organograma? É a criatividade aportando em sua mente.
Sabe aquela receita que você nunca faz igual, porque quer colocar o “seu tempero” nela? Pois é. Criatividade também.

Agora, se você está no paradigma extremamente racional e não oportuniza os processos criativos, pode usar ferramentas para deixá-los vir à tona.
Primeiro, sinta-se livre para criar. Livre no sentido de não ter amarras mentais, como preconceito, padrões, medo de errar. Livre para fazer o que gostar, sem pensar no julgamento alheio.
Depois, é importante que você treine sua mente para ser menos dispersa, através de exercícios de foco e concentração. Você pode começar com algo simples: por dois minutos, aquiete-se, sente-se com as costas eretas, respiração fluida, olhos fechados, e esvazie os pensamentos, concentrando no som no tic-tac do relógio ou outro som constante, até que deixe de pensar em qualquer outra coisa e ouça apenas o som do objeto escolhido.
É importante manter-se motivado a criar, aproveitando todas as ideias e pensamentos que aparecerem; para isso, ande sempre com um caderninho e caneta, ou use o bloco de notas de seu smartphone para anotar.

Também, que não tenha medo de experimentar. Experimentar sua criação, as ideias e sugestões dos colegas, novas formas de enxergar seu mundo… experimentar fazer de um jeito diferente, andar por um novo caminho.
Por último, crie hábitos novos, com vistas a ser mais criativo: leia novos livros, converse com pessoas, estabeleça novas relações, visite museus e exposições, ande a pé ou de bicicleta em sua cidade, exercite seus músculos, veja filmes e vídeos relevante e aprenda a descansar de forma consciente e reparadora.

Lembre-se: seu processo criativo nada mais é do que o resultado das experiências já vividas, adequadas aos novos momentos que vive, em vista de uma vida mais feliz e completa.

Instrutora Cris de Lara

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